Porque a contratação perfeita não tem o currículo perfeito

09/11/2018

Recrutamento "às cegas" começa a ganhar espaço e cada vez mais modifica a cara das empresas brasileiras

O famoso case de sucesso da Nubank

Exceção no cenário nacional, o Nubank decidiu instituir uma etapa "cega" em um dos seus processos seletivos - sem relação com o currículo, porém.

O mecanismo aparece em uma das etapas do recrutamento de engenheiro de software da startup brasileira.

Funciona assim: um dos exercícios propostos para medir os conhecimentos do(a) candidato(a) sobre códigos de programação deve ser entregue à equipe examinadora sem qualquer referência ao seu nome ou quaisquer dados pessoais.

"A omissão da identidade permite que o foco da avaliação esteja apenas no trabalho desenvolvido pela pessoa", explica Daniela Belisário, diretora de RH do Nubank. "Fizemos isso porque percebemos que a primeira avaliação não demandava mais do que a resolução do exercício em si".

A seleção não acontece de forma totalmente anônima: há uma conversa prévia com os candidatos para analisar se eles se encaixam no perfil procurado. Após a avaliação "cega", novamente eles são vistos pelos avaliadores para explicar por que resolveram o exercício daquela forma.

"Queremos times diversos e há vários processos para alcançar esse objetivo", afirma Belisário. "De forma 'cega' ou não, buscamos a pessoa perfeita para cada vaga, independentemente de raça, gênero ou orientação sexual".


Bibliografia:
https://exame.abril.com.br/carreira/o-que-e-o-curriculo-cego-e-por-que-ele-importa-para-sua-carreira/