Conheça o Empoderando Refugiadas, projeto da Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres

11/12/2019

Conheça o Empoderando Refugiadas, projeto da Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres


Na sua quarta edição, o Empoderando Refugiadas é uma iniciativa conjunta da Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres. 

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Com foco nas mulheres em situação de refúgio, o Empoderando Refugiadas é um projeto que oferece workshops e mentorias individualizadas para mulheres que estão buscando acesso ao mercado de trabalho brasileiro.

Com realização de setembro a novembro de 2019, a quarta edição do Empoderando Refugiadas recebeu doação da ImpulsoBeta e contou com a participação da Renata Moraes, sócia-fundadora da ImpulsoBeta, como uma das mentoras do projeto, que contou como foi a experiência de fazer parte dessa iniciativa:

"Para mim, fazer parte do programa Empoderando Refugiadas foi uma grande oportunidade de me conectar com uma realidade bastante diferente, de descobrir uma série de desafios que parte de uma população cada vez maior no Brasil vem passando, além de conhecer uma jovem super talentosa, que veio para o Brasil em busca de uma oportunidade de vida melhor para sua família. O Empoderando Refugiadas me trouxe também o desafio da autorreflexão e de esforço para entender o que, a partir dos meus conhecimentos, conexões e experiências, eu poderia oferecer de ajuda para minha mentorada nessa jornada de inserção no mercado de trabalho brasileiro*.

Ficou muito claro para mim que a realidade que as pessoas em situação em refúgio enfrentam na chegada do novo país envolve também, além de todas as dificuldades do próprio refúgio, o apagamento de suas histórias de vida prévias. É como se nesse novo país, tudo o que ela sabe, o que ela já realizou, ou o quanto ela é competente fosse colocado em questionamento, desconsiderando toda a trajetória individual das pessoas e as colocando dentro de uma caixinha de "refugiados", quando na verdade dentro desse grupo de pessoas temos pessoas com altíssimas qualificações, outras que procuram ocupações operacionais e tantas outras variações que devem ser respeitadas e levadas em consideração no momento de inserção no mercado de trabalho. Por isso, acredito que nós que já estamos inseridos no mercado de trabalho temos que fazer um esforço adicional de não generalizar a situação de refúgio, afinal estamos falando de um grande contingente de pessoas que tem chegado no Brasil nos últimos anos, que precisam ser inseridas na nossa economia e com as quais certamente temos muito o que aprender."

Em 2019, além de São Paulo, o projeto contou também com uma turma em Roraima, localidade escolhida pelo grande fluxo de entrada de venezuelanos pelo norte do país. Nessa edição, 48% das mulheres participantes eram venezuelanas.

Para saber mais sobre as iniciativas da ONU Mulheres e da ACNUR, acesse: https://www.onumulheres.org.br/

https://www.acnur.org/

*Ficamos contentes em dizer que, após o programa, a mentorada da Renata conseguiu se inserir no mercado de trabalho brasileiro e está trabalhando desde o início do mês de dezembro de 2019 (:



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